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Sexta-feira, 26 de Março de 2010
BATISMO

BATISMO

VISÃO GERAL

Batismo é o anúncio público de uma experiência pessoal. É um ato cristão de obediência e um testemunho público do desejo do crente de se identificar com Cristo e segui-lo. Jesus nos deu seu exemplo e ordenou o ensino sobre o batismo. João Batista batizou Jesus no Rio Jordão, deixando-nos o exemplo para fazer o mesmo como uma afirmação pública da nossa fé. Da mesma forma, Jesus mandou que seus discípulos batizassem outros crentes (Mateus 28:19).

O batismo é um símbolo da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. É uma visão externa da mudança interna de uma pessoa. O crente deixa para trás a velha maneira de viver em troca de uma nova vida em Cristo. É símbolo de salvação - não um requisito para a vida eterna. Entretanto, como um ato de obediência, também não é opcional para os cristãos. O batismo indica nosso desejo de dizer à nossa igreja e ao mundo que estamos comprometidos com a pessoa de Jesus e seus ensinamentos.

O BATISMO DE JOÃO
Batismo significa mergulhar ou imergir. Um grupo de palavras diversas podem ser usadas para significar um rito religioso para um ritual de limpeza. No Novo Testamento, se tornou o rito de iniciação na comunidade cristã e era interpretado como morte e nascimento em Cristo.

João, o Batista, pregava o "batismo de arrependimento para o perdão dos pecados" (Lucas 3:3). Todos os evangelistas concordam sobre isso (Mateus 3:6-10; Marcos 1:4-5; Lucas 3:3-14). Reconhecemos o batismo como símbolo do nosso redirecionamento na vida. Nós nos arrependemos de nossa velha maneira de viver em pecado e desobediência. Mudamos a rota e damos uma nova partida.

As origens do batismo de João são difíceis de traçar. Possui semelhanças e diferenças em relação a obrigações e exigências feitas pelos judeus aos pagãos novos convertidos, tais como o estudo da Torá, circuncisão e o ritual do banho para expiar todas as impurezas do passado gentio.

A prática do batismo de João tinha os seguintes resultados:
1. Era intimamente relacionado com arrependimento radical, não somente dos judeus, mas também dos gentios.
2. Indicava claramente ser preparado para o Messias, que batizaria com o Espírito Santo e traria o batismo de fogo (Mateus 3:11).
3. Simbolizava purificação moral e assim preparava as pessoas para a vinda do reino de Deus (Mateus 3:2; Lucas 3:7-14).
4. A despeito da óbvia conexão entre o cerimonial de João e a igreja primitiva, o batismo realmente desapareceu do ministério direto de Jesus.

De início, Jesus permitiu que seus discípulos continuassem o ritual (João 3:22), porém mais tarde aparentemente ele descontinuou essa prática (João 4:1-3), provavelmente pelas seguintes razões:

1. A mensagem de João era funcional, enquanto a de Jesus era pessoal.
2. João antecipou a vinda do reino de Deus, enquanto Jesus anunciou que o Reino já havia chegado.
3. O rito de João era uma passagem intermediária até o ministério de Jesus.

O BATISMO DE JESUS
Este fato marcou o início do ministério de Jesus. Alguns estudiosos discutem o fato de João Batista, ter batizado Jesus. Entretanto, o propósito e significado do batismo de Jesus permanecem controversos. João Batista proclamava que o reino dos céus estava próximo e o que o povo de Deus deveria se preparar para a chegada do Senhor através da renovação da fé em Deus. Para João, isso significava arrependimento, confissão de pecados e prática do bem. Assim sendo, por que Jesus foi batizado? Se Jesus não era pecador, como o Novo Testamento proclama (II Coríntios 5:21; Hebreus 4:15; I Pedro 2:22), por que se submeteu ao batismo de arrependimento para perdão dos pecados? Os Evangelhos respondem.
O EVANGELHO DE MATEUS
O relato de Mateus sobre o batismo de Jesus é mais detalhado do que o de Marcos. Começa destacando a relutância de João Batista em batizar Jesus (Mateus 3:14), que foi persuadido somente depois de Jesus lhe ter explicado: "Deixa por enquanto, porque assim nos convém cumprir toda a justiça." (Mateus 3:15). Embora o significado pleno dessas palavras seja impreciso, elas pelo menos sugerem que o batismo de Jesus era necessário para cumprir a vontade de Deus.

Tanto no Velho como no Novo Testamento (Salmo 98:2-3; Romanos 1:17) a justiça de Deus é vista como a salvação Dele para o Seu povo. Por isso o Messias pode ser chamado de "O Senhor é nossa justiça" (Jeremias 23:6, Isaías 11:1-5). Jesus disse a João Batista que seu batismo era necessário para fazer a vontade de Deus em trazer a salvação sobre seu povo. Assim a declaração do Pai no batismo de Jesus é apresentada na forma de uma declaração pública. Enfatizava que Jesus era o servo ungido de Deus pronto para iniciar seu ministério, trazendo a salvação do Senhor.

O EVANGELHO DE MARCOS
Marcos apresenta o batismo de Jesus como uma preparação necessária para seu período de tentação e ministério. Em seu batismo Jesus recebeu a aprovação do Pai e a unção do Espírito Santo (Marcos 1:9-11). A ênfase de Marcos na relação especial de Jesus com o Pai, - "Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo"(Marcos 1:11) - aproxima duas importantes referências do Velho Testamento. A messianidade de Jesus é apresentada de uma maneira totalmente nova, na qual o Messias reinante (Salmo 2:7) é também o Servo Sofredor do Senhor (Isaías 42:1). A crença popular judaica esperava um Messias reinante que estabeleceria o reino de Deus, não um Messias que sofreria pelo povo. No pensamento dos judeus a chegada do reino dos céus estava também associada com ouvir a voz de Deus e com a dádiva do Espírito de Deus.
O EVANGELHO DE LUCAS
Lucas menciona rapidamente o batismo de Jesus, colocando-o em paralelo ao batismo de outros que se referiram a João Batista (Lucas 3:21-22). Ao contrário de Mateus, Lucas coloca a genealogia de Jesus depois de seu batismo e antes do início de seu ministério. O paralelo com Moisés, cuja genealogia ocorre logo antes do início de seu trabalho (Êxodo 6:14-25), não é mera coincidência. Provavelmente pretendeu-se ilustrar o papel de Jesus ao trazer livramento (salvação) ao povo de Deus assim como Moisés fez no Velho Testamento. Em seu batismo, na descida do Espírito Santo sobre si, Jesus estava apto a desempenhar a missão para a qual Deus O havia chamado. Em seguida a sua tentação (Lucas 4:1-13), Jesus entrou na sinagoga e declarou que havia sido ungido pelo Espírito para proclamar as boas novas (Lucas 4:16-21). Que o Espírito se fez presente no Seu batismo para ungi-lo (Atos 10:37-38).
Em seu relato, Lucas tentou identificar Jesus com as pessoas comuns. Isso é visto no berço da história (com Jesus nascido num estábulo e visitado por humildes pastores, Lucas 2: 8-20) e através da genealogia (enfatizando a relação de Jesus com toda a humanidade, Lucas 3:38) logo depois do batismo. Assim, Lucas via o batismo como o primeiro passo de Jesus para se identificar com aqueles que Ele veio salvar. Somente alguém que era semelhante a nós poderia se colocar em nosso lugar como nosso substituto para ser punido com morte pelo pecado. Jesus se identificou conosco a fim de mostrar Seu amor por nós.

No Velho Testamento o Messias era sempre inseparável do povo que representava (veja Jeremias 30:21 e Ezequiel 45-46). Embora o "servo" em Isaías seja algumas vezes visto de maneira conjunta (Isaías 44:1) e outras vezes como indivíduo (Isaías 53:3), ele é sempre visto como o representante do povo de Deus (Isaías 49:5-26), assim como o servo do Senhor. Evidentemente Lucas, bem como Marcos e Mateus, estava tentando mostrar que Jesus, como representante divino do povo, tinha se identificado com ele no batismo.

O EVANGELHO DE JOÃO
O quarto Evangelho não diz que Jesus foi batizado, mas que João Batista viu o Espírito descendo sobre Jesus (João 1:32-34). O relato enfatiza que Jesus foi a João Batista durante seu ministério de pregação e batismo; João Batista reconheceu que Jesus era o Cristo, que o Espírito de Deus estava sobre Ele e que era o Filho de Deus. João Batista também reconheceu que Jesus, batizava com o Espírito Santo, ao contrário de si mesmo (João 1: 29-36). João Batista descreveu Jesus como o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1:29). O paralelo do Velho Testamento mais próximo desta afirmação se encontra na passagem do "servo do Senhor" (Isaías 53: 6-7). É possível que "Cordeiro de Deus" seja uma tradução alternativa da expressão aramaica "servo de Deus".

A idéia de Jesus como aquele que tira os pecados das pessoas é obviamente o foco do quarto Evangelho. Seu escritor sugere que João Batista entendeu que Jesus era o representante prometido e salvador do povo.

AS CONCLUSÕES DOS EVANGELHOS
Nos quatro Evangelhos está claro que o Espírito Santo veio sobre Jesus no seu batismo para capacitá-lo a fazer a obra de Deus. Os quatro escritores reconheceram que Jesus foi ungido por Deus para cumprir sua missão de trazer salvação ao mundo. Essas idéias são a chave para o entendimento do batismo de Jesus. Naquela ocasião no início de seu ministério, Deus ungiu Jesus com o Espírito Santo para ser o mediador entre Deus e o seu povo. No seu batismo Jesus foi identificado como aquele que carregaria os pecados das pessoas; Jesus foi batizado para se identificar com o povo pecador. Da mesma forma, nós somos batizados para nos identificarmos com o ato de obediência de Jesus. Seguimos seu exemplo fazendo uma pública confissão do nosso comprometimento com a vontade de Deus.



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AMOR

AMOR

O amor é um tema muito importante para os cristãos. Jesus ensinou que os mandamentos mais importantes eram amar a Deus e amar o nosso próximo; eles sintetizavam todos os outros mandamentos que Deus deu a Moisés. Paulo e João também escreveram sobre o amor como sendo a parte mais importante na vida de um cristão. Dado à importância de seu conhecimento, vejamos o que a Bíblia nos diz sobre isso.

NO VELHO TESTAMENTO
No Velho Testamento, o amor erótico é abordado nas estórias de Adão e Eva, Jacó e Raquel e em Cântico dos Cânticos. Uma forma mais profunda de amor, envolvendo lealdade, constância e bondade é expressa em hebraico pela palavra “hesed”.
O verdadeiro significado dessa palavra está claro em Oséias 2:19-20: “Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias; desposar-te-ei comigo em fidelidade e conhecerás ao Senhor”.
No Velho Testamento muitos profetas alertaram o povo de Israel sobre o fato de que Deus, em seu amor, estava decidido a disciplinar seu povo se fosse desobedecido. Mesmo sendo necessário disciplinar, o amor de Deus não muda. Durante o exílio, o amor de Deus se manteve com infinita paciência e não abandonou os israelitas mesmo quando o desobedeciam. O amor de Deus traz em si bondade, ternura e compaixão (Salmos 86:15; 103:1-18; 136 e Oséias 11:1-4). Entretanto, sua principal característica é a obrigação moral para com o bem-estar do outro.
Embora o amor de Deus seja incondicional, Ele esperava que os israelitas correspondessem aos Seus atos de amor. A lei de Deus os encorajava a serem gratos por sua redenção (Deuteronômio 6:20-25). Deus esperava que mostrassem isso sendo bondosos para com os pobres, os fracos, os estrangeiros, escravos, viúvas e todas as pessoas que sofriam qualquer tipo de crueldade. De igual modo, Oséias esperava que o amor constante entre os israelitas resultasse do amor constante que Deus havia mostrado por eles. (Oséias 6:6, 7; 7:1-7 e 10:12-13).
Assim, amor a Deus e ao “próximo como a ti mesmo” (Levítico 19:18) estão interligados nas leis e profecias de Israel. A forma de amor mais importante descrita no Velho Testamento era baseada em três idéias principais: o amor de Deus pelos israelitas, a qualidade moral do amor e o íntimo relacionamento entre o amor a Deus e o amor ao próximo.

NO NOVO TESTAMENTO
Os gregos empregavam três palavras para amor: “Eros”, amor sexual, que não ocorre no Novo Testamento; “phileo”, afeição natural, ocorre cerca de 25 vezes: “ágape”, benevolência ou boa disposição moral que resulta de respeito, princípio ou obrigação em vez de atração. “Ágape” e “hesed” envolvem uma idéia de dedicação. Ágape significa exatamente amar o indigno, a despeito de desapontamento e rejeição. Ágape se aplica muito apropriadamente ao amor divino.

NOS EVANGELHOS SINÓTICOS
Jesus demonstrou seu amor divino através da compaixão, da cura milagrosa de pessoas que sofriam e de sua preocupação com os que viviam alienados ou em desespero. Por isso, o reino sobre o qual lhes falava, oferecia boas novas para os pobres, cativos, cegos e oprimidos (Mateus 11:2-5; Lucas 4:18). Sua atitude para com os desesperados e os aflitos assegurava-lhes perdão e um abençoado retorno à família de Deus (Lucas 15). O perdão de Jesus era gratuito e para aceitá-lo Ele só requeria que as pessoas se arrependessem e fossem fiéis, amando a Deus e às outras pessoas do mesmo modo que Deus as amava (Mateus 5:44-48).
As idéias de Jesus sobre amar a Deus eram claramente ilustradas pelos seus hábitos de adoração em público, oração a sós e absoluta obediência à vontade de Deus. A parábola do bom samaritano é um dos numerosos exemplos em que Jesus mostra que o “próximo” é qualquer um que esteja ao alcance de nossa ajuda e que o amor envolve qualquer serviço que a situação requer. A parábola das ovelhas e das cabras mostra que amor inclui alimentar o faminto, vestir o que está nu, visitar o doente e o que está preso. Com sua vida aprendemos que o amor cura, ensina, defende os oprimidos, perdoa e conforta os que têm dor. Devemos amá-lo como Ele nos amou. Esse amor não espera nada em troca, nunca retorna mal com mal e julga com sabedoria.

NOS ESCRITOS DE PAULO
Os apóstolos que ajudaram na formação das primeiras igrejas cristãs entenderam a revolucionária idéia de que o amor se bastava. Paulo, reforçando a opinião de Jesus, declarava que o amor abrange toda a lei. Sua explicação sobre vários mandamentos contra o adultério, assassinato, roubo e cobiça se resume no amor, porque o amor não causa dano (Romanos 13:8-10). Em Efésios 4:25-5:2 lemos que toda amargura, raiva, mentira, roubo, calúnia e malícia devem ser substituídas por ternura, perdão, bondade e amor.

NOS ESCRITOS DE JOÃO
Para João, o amor era o início de tudo, “Porque Deus amou o mundo” (João 3:16; 16:27 e 17:23). O amor é a crença fundamental dos cristãos, porque Deus é amor (João 4:8 e 16:1). A vinda de Jesus ao mundo e sua morte na cruz nos mostram isso (I João 4:9-10).
A idéia cristã de amor só pode ser preenchida num grupo de cristãos que se mantêm em comunhão. Todos os cristãos experimentam o amor de Deus quando passam a crer em Jesus e praticam esse amor entre si. Porque Deus é amor, isto é central, essencial e indispensável para o Cristianismo.



publicado por ribeiro335 às 14:55
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ARÃO

ARÃO

VISÃO GERAL
Arão era irmão de Moisés. Ele foi também o primeiro Sumo-Sacerdote de Israel. No Velho Testamento Arão falou por Moisés, começando no Egito quando este confrontou Faraó. Era assistente de Moisés durante o êxodo dos Israelistas do Egito. Três anos mais velho que Moisés, tinha 83 anos quando ambos confrontaram Faraó pela primeira vez. (Êxodo 7:7). A irmã deles, Miriam (Números 26:59), deve ter sido a filha mais velha. Atuou como mensageira quando o bebê Moisés foi achado pela filha de Faraó. (Êxodo 2:1-9)

VIDA FAMILIAR
Arão e sua esposa, Eliseba, tiveram quatro filhos (Êxodo 6:23). Todos seguiram seus passos, tornando-se sacerdotes em Israel (Levítico 1:5). Dois deles, Nadabe e Abiú, violaram as instruções de Deus. O sacrifício que ofereceram não foi agradável a Deus e em consequência morreram queimados. (Levítico 10:1-5) O sacerdócio então foi passado aos seus dois irmãos, Eleazar e Itamar. Estes também não seguiram fielmente os mandamentos de Deus (Levítico 10:6-20).

Arão foi um personagem importante no Êxodo, em parte porque era irmão de Moisés. Quando Deus escolheu Moisés, tentou evitar que, por causa de um problema na fala, o líder de Israel ficasse numa situação constrangedora. Deus reconheceu em Arão o dom da oratória e disse a Moisés que Arão falaria por ele. Porém, algumas vezes, Arão fez mal uso de suas habilidades de líder, como quando ajudou o povo a construir um ídolo para adoração no deserto enquanto Moisés se demorava no encontro com Deus no Monte Sinai.

ARÃO NO EGITO
No início da vida de Arão, o povo hebreu era escravo no Egito. Moisés tinha sido apresentado como egípcio por uma das filhas de Faraó. Mas ele fugiu para o deserto de Midiã depois de matar um escravo egípcio que espancava um hebreu (Êxodo 2:11-12). Quando Deus chamou Moisés de volta para libertar o seu povo (Êxodo 3-4), chamou também Arão para encontrar Moisés no deserto(Êxodo 4:27). Depois de tantos anos de exílio, Moisés era um estranho para seu povo. Assim, Arão fez contato com os anciãos de Israel por ele. (Êxodo 4:29-31). Quando Moisés e Arão foram encontrar o Faraó, Deus falou ao líder egípcio através dos dois para que libertasse os israelitas (Êxodo 5:1) . Ao invés disso, Faraó tornou a vida dos escravos hebreus ainda mais difícil. Entretanto, Deus começou a mostrar o Seu poder para o governante egípcio através de uma série de milagres (Êxodo 5-12) . Deus operou os três primeiros milagres através de Arão, usando uma vara (provavelmente um cajado usado pelos pastores de ovelhas). Havia mágicos no palácio de Faraó que faziam truques semelhantes. Depois que Deus mandou sobre todo o Egito a praga das moscas, os encantadores egípcios admitiram a derrota e disseram "Isto é o dedo de Deus!" (Êxodo 8:19) Então Deus mandou mais pragas através de Moisés. A desgraça final foi a morte de todos os primogênitos egípcios. Arão estava com Moisés (Êxodo 12:1-28) quando Deus lhe revelou como redimiria os israelitas que tivessem os lares devidamente identificados. Deus pouparia seus filhos na noite em que as crianças egípcias morressem. Aquele evento era a origem da festa da Páscoa ainda hoje observada pelos judeus. (Êxodo 13:1-16) .
LIDERANÇA NO DESERTO
Deus guiou os israelitas em segurança e destruiu os perseguidores egípcios. Arão ajudou Moisés a conduzir o povo na sua longa peregrinação pelo deserto e a viagem para a Terra Prometida (Êxodo 16:1-6). Mais tarde, lutando contra o exército de Amaleque, Arão ajudou a sustentar os braços de Moisés erguidos em oração para manter as bênçãos de Deus (Êxodo 17:8-16). Embora Moisés conduzisse os israelitas, Arão era visto como um importante líder (Êxodo 18:12). Deus o chamou para estar com Moisés quando lhe deu a lei no Monte Sinai (Êxodo 19:24). Arão foi um dos que ratificaram a lei de Deus no Livro da Aliança (Êxodo 24:1-8). Arão subiu com esses líderes em direção ao monte santo. Ele teve a visão do Deus de Israel (Êxodo 24:9-10). Arão e Hur ficaram cuidando do povo enquanto Moisés estava com Deus no alto do monte (Êxodo 24:13-14). Foi aí que os problemas começaram. Moisés esteve ausente por quase um mês. Num momento de fraqueza, Arão cedeu ao apelo do povo por um ídolo para adorar. Ele fundiu algumas peças de ouro para fazer a estátua de um bezerro (Êxodo 32:1-4). Inicialmente, Arão pensou que estava fazendo algo agradável a Deus (Êxodo 32:1-4). Mas perdeu-se o controle da situação e uma festa selvagem e pecaminosa aconteceu em redor do ídolo (Êxodo 32:6). Deus estava irado a ponto de destruir o povo, mas Moisés intercedeu por ele. Ele lembrou a Deus Sua promessa de multiplicar a descendência de Abraão (Êxodo 32:7-14). Moisés estava furioso com a imoralidade e idolatria. Mas Arão lançou a culpa do ocorrido sobre o povo, sem admitir a sua própria culpa (Êxodo 32:21-24). Os idólatras foram punidos com a morte (Êxodo 32:25-28) e toda a terra com uma praga (Êxodo 32:35). Arão não foi punido. Moisés disse que Arão estava em grande perigo, mas foi poupado porque Moisés orou por ele. (Deuteronômio 9:20).

No segundo ano de peregrinação no deserto, Arão ajudou Moisés a realizar um censo para contar o povo (Números 1:1-3,17-18). Mais tarde Arão teve inveja de Moisés por sua posição de liderança. Ele e Miriam, sua irmã, começaram a conspirar contra ele, embora Moisés fosse o homem mais humilde na face da terra (Números 12:1-4). A ira de Deus sobre eles foi aplacada pela oração de Moisés. Miriam sofreu pelo seu pecado (Números 12:5-15). Arão novamente escapou da condenação. Com Moisés, enfrentou uma rebelião em Cades-Barnéia. (Números 14:1-5) e com ele permaneceu numa outra rebelião posterior. (Números 16). Os israelitas quase se revoltaram de novo em Meribá. Deus acusou Moisés e Arão de não terem acreditado na Sua palavra e negou-lhes a entrada na Terra Prometida (Números 20:1-12).



publicado por ribeiro335 às 14:49
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ACABE E JEZABEL

ACABE E JEZABEL

Rei e Rainha do Reino do Norte de Israel de 874-835AC.

Por causa de seu caráter imoral e adoração a Baal, seu reinado é relembrado como um dos de nível espiritual mais baixo do Reino do Norte. I Reis 16:30 diz que, aos olhos de Deus, Acabe agiu de modo pecaminoso e mau, mais do que todos os reis que lhe antecederam.

CONTEXTO DE ACABE

Acabe foi o oitavo rei do Reino do Norte. Seu pai, Onri, fundou uma dinastia ou reino familiar que durou quarenta anos. Sua família governou durante os reinados de Acabe e seus dois filhos, Acazias e Jorão.

De acordo com I Reis, Onri era um general do exército do Rei Elá, filho de Baasa. Quando Elá foi assassinado, Onri foi entronizado pelo seu próprio exército no campo de batalha (I Reis 16:8-16). Ele ganhou a guerra civil e ocupou Tirza, a capital (16:17-23). Logo mudou a capital para Samaria e construiu fortificações na região (16:24). À semelhança de Davi e Salomão, Onri também fez aliança com os fenícios, fato condenado pelas gerações seguintes. Acabe sucedeu a seu pai (16:28). Ele conseguiu essa aliança por ter-se casado com a filha do rei fenício, Jezabel (16:29-31).
A INFLUÊNCIA DE JEZABEL

Jezabel, filha de Etbaal, rei de Sidon, na Fenícia (I Reis 16:10-33) era uma mulher pagã imoral e fanática. O casamento foi provavelmente a continuação das relações amigáveis entre Israel e Fenícia começadas por Onri; confirmava uma aliança política entre as duas nações. Jezabel exercia uma forte influência sobre a vida de Israel, enquanto insistia na obrigatoriedade de adoração a Baal e exigia os direitos absolutos da monarquia. Tão forte era sua influência pagã, que as Escrituras atribuem a apostasia de Acabe diretamente a Jezabel. Sob sua influência, Acabe deixou de adorar a Deus em favor de Baal. A nova religião de Acabe era um culto à fertilidade que promovia uniões sexuais entre os sacerdotes e as "virgens" do templo. Esta prática era contrária às leis de Deus assim como o era o casamento de Acabe com uma pagã. (Deuteronômio 7:1-5)

Os esforços de Jezabel para impor a adoração a Baal em Israel começaram com a permissão de Acabe para que Baal seguisse o cortejo matrimonial (I Reis 16:31). Acabe seguiu os costumes de Jezabel e construiu uma casa de adoração e um altar para Baal em Samaria e fez também um poste-ídolo. Foi então promovida uma campanha para exterminar os profetas de Deus (18:4), enquanto Jezabel organizava e sustentava grandes grupos de profetas de Baal, hospedando e alimentando grande quantidade deles no palácio real (18:19). A influência corrupta de Jezabel se espalhou para o reino do Sul de Judá através de sua filha Atalia, que se casou com Jeorão, rei de Judá. Esse casamento foi também um desastre (II Reis 8:17-18, 26-27, 11: 1-20) e a idolatria da Fenícia contaminou ambos os reinos dos hebreus através dessa princesa ímpia.

SUA INTERAÇÃO COM ELIAS

Acabe construiu muitas cidades (I Reis 22:39) e lutou em inúmeras guerras. Mas em grande parte, seu governo se foca no grande profeta Elias (17:1, 18:1, 19:1). No início do reinado de Acabe, Deus enviou Elias para profetizar dias de seca e fome como punição pelo pecado do rei (I Reis 17:1. 18:16-18). A seca durou três anos e meio. Foi um período tão marcante na história de Israel, lembrado até na época do Novo Testamento (Lucas 4:25, Tiago 5:17). Pessoas e animais sofreram grandemente (I Reis 18:5). Ao final dos três anos e meio Elias desafiou Acabe a reunir todos os profetas pagãos para uma confrontação final entre Deus e Baal. Eles seriam testados através de um sacrifício. Elias gozava dos 450 profetas de Baal por não serem capazes de atraírem a atenção de seus falsos deuses para acenderem o fogo de seus altares. Então ele orou a Deus e o fogo caiu do céu sobre o altar de Deus. O povo proclamou sua crença em Deus e ajudou Elias a executar os profetas pagãos (I Reis 18:16-40). A seca terminou imediatamente (18:41-46).



publicado por ribeiro335 às 14:42
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GÓLGOTA

GÓLGOTA

Gólgota é o lugar perto de Jerusalém aonde Jesus e mais dois ladrões foram crucificados. A palavra Gólgota , que em hebraico e em aramaico significa "crânio", é usada em três dos evangelhos (Mateus 27:33; Marcos 15:22; João 19:17), porém no evangelho de Lucas, é usada a palavra que vem do latim "caveira", que tem o mesmo significado (Lucas 23:33).

A razão pela qual esse lugar era chamado de "o crânio" é decsconhecida, apesar de existirem vários palpites. De acordo com o padre Jerônimo (346-420 D.C.), a Gólgota era um lugar usado para execuções, e portanto havia muitos crânios jogados por ali de pessoas que haviam sido executadas. No entanto, não há evidências que comprovem esta idéia. Outras pessoas sugeriram que era um lugar usado para execução e que "o crânio" era uma figura de linguagem simbolizando a morte. Um teólogo da igreja primitiva Origen (185-253 D.C.) mencionou uma lenda antiga que dizia que o crânio de Adão tinha sido enterrado ali. Outros diziam que o lugar da Crucificação era uma colina com formato de crânio, mas novamente não existem evidências que provem isso e o Novo Testamento não descreve o lugar como sendo uma colina.

Ninguém nem tem certeza de onde exatamente ficava Gólgota. As referências bíblicas nos dão apenas uma idéia vaga da localização. Era fora da cidade (João 19:20; Hebreus 13:12), pode ter sido tanto numa colina como num plateau, pois dava para ser visto a uma certa distância e provavelmente perto de uma estrada visto que a bíblia menciona que havia transeuntes (Mateus 27:39; Marcos 15:29). João descreve como sendo um lugar perto de um jardim que tinha uma cova aonde Jesus foi sepultado (João 19:41). O uso de "o" - "o lugar do crânio" - indica que era um lugar bem conhecido. Aparentemente houve pouco interesse na localização da Gólgota até o começo do século 4. O historiador, Eusebius, que viveu em Jerusalém por muitos anos, disse que o Imperador Constantino instruiu um de seus bispos a achar o lugar aonde Jesus foi crucificado e enterrado. Dizia uma lenda que o bispo foi guiado por uma figura fantasmagórica da Rainha Mãe Helena. O lugar que ele achou continha um templo de Afrodite, o qual foi destruído pelo Imperador. De acordo com a lenda, ele encontrou fragmentos da cruz de Cristo. Ele construiu duas igrejas, e esse é o lugar da igreja do Santo Sepulcro, que ainda existe hoje, apesar de ter sido destruída e reconstruída várias vezes.

Em 1842 um estudioso chamado Otto Thenius, sugeriu que a Gólgota era uma colina rochosa a uns 228.5 metros noroeste do portão de Damasco. O lugar que Thenius mencionou havia sido um lugar aonde antigamente os judeus usavam para apedrejar criminosos. Esse lugar se localizava fora do muro da cidade e tinha o formato de um crânio. Mais tarde o General Charles Gordon sugeriu o mesmo lugar e desde então é conhecido como "A Caveira de Gordon".



publicado por ribeiro335 às 14:37
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ABELHA

 

ABELHA


As abelhas coletam néctar das flores, transferindo pólen de uma para outra nesse processo. Acredita-se que elas indicam a localização das fontes de néctar para as outras abelhas através de uma "dança", que pode indicar tanto distância quanto direção. As abelhas selvagens da Terra Santa são especialmente notadas por sua ferocidade em atacar. Somente as abelhas "operárias" fêmeas picam as pessoas e animais. A potência de seu veneno aumenta no tempo quente. Várias passagens bíblicas aludem à natureza irritável e vingativa das abelhas e às picadas dolorosas que causam (Deuteronômio 1:44; Salmo 119:12; Isaías 7:18). Na Terra Santa, a criação de abelhas não era praticada até o período helenístico (século II AC), embora Ezequiel 27:17 sugira que essa prática já existia antes. O mel doméstico não era acessível aos hebreus, o mel selvagem certamente era.9022


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ALTAR

ALTAR

Altar é o lugar em que sacrifícios são oferecidos a Deus. Pode ser sacrifício de animais ou queima de incenso (aroma agradável) diante de Deus (Êxodo 30:1-10). O sacrifício de animais era usado como forma de perdão para os pecados. A prática era conhecida no velho Oriente Médio. Os vizinhos de Israel, os cananitas, tinham seus próprios altares e cerimônias. O altar ficava sempre num lugar elevado.

Os primeiros capítulos da Bíblia se referem à construção de vários altares. Noé ofereceu holocaustos (Gênesis 8:20). Abraão construiu um altar em Siquém (12:7), outro em Betel (12:8), e outro no Monte Moriá (22:9). Isaque construiu um altar em Berseba (26:25), e Jacó em Siquém (33:20) e Betel (35:7). Moisés construiu em Refidim (Êxodo 17:15) e um outro em Horebe (24:4). Em cada caso o altar foi construído para relembrar um evento em que Deus tinha ajudado o ofertante.

Dois altares foram usados no tabernáculo (o lugar em que Israel se encontrava com Deus). Um, medindo 5 por 5 por 3 côvados (2,3m x 2,3m x 1,4m), era feito de madeira coberta de bronze e usado para holocaustos (Êxodo 27:1-8; 38:1-7). O outro, menor, o altar de ouro, media cerca de 18 polegadas (45 cm) de lado e 3 pés (90 cm) de altura. Era usado para queimar incenso antes do véu. (30:1-10; 40:5). Em Êxodo 20:24-26, Israel foi instruído a fazer um altar de terra ou de pedras brutas. Holocaustos e sacrifícios propiciatórios deveriam ser feitos em todo lugar em que Deus determinasse como Sua morada. Várias pessoas construíram altares em ocasiões diversas.

Josué construiu um altar no Monte Ebal (Josué 8:30-31). Os rubenitas, os gaditas e metade da tribo de Manassés, além do Jordão (22:10-16). Gideão construiu em Ofra (Juízes 6:24). A família de Davi o fez em Belém (I Samuel 20:6, 29). Davi edificou altar na eira de Araúna. Elias construiu no Monte Carmelo (I Reis 18:30). Havia dois altares no templo de Salomão. Um media 20 côvados de lado (cerca de 7,6m) e 10 côvados de altura (cerca de 3,8m). Era feito de bronze e usado para holocaustos. Foi o centro da adoração no templo até que este foi destruído. O segundo, o altar de incensos, se localizava na frente do véu. Era feito de cedro e coberto de ouro (I Reis 6:20-22). Quando o templo estava em ruínas, Ezequiel teve uma visão de sua restauração em Jerusalém. Este era um altar de holocausto trabalhado, elevando-se em 3 patamares numa altura de 10 côvados (5,3 m). Sua base tinha cerca de 20 côvados (10,6 m) de lado.

Zorobabel construiu um altar de holocaustos (Esdras 3:2), que mais tarde não foi considerado santo. Havia provavelmente no altar uma imagem de Zeus, o antigo deus grego. Na adoração cristã nenhum altar era requerido. Com a morte de Jesus Cristo, havia sido feito o sacirfício final pelo pecado. O Novo Testamento se refere ao altar de holocausto no templo (Mateus 5:23-24; 23:18-20,35; Lucas 11:51; I Coríntios 9:13; 10:18; Hebreus 7:13; Apocalipse 11:1). Também fala sobre o altar de incenso, tanto no templo terreno (Lucas 1:11) como no templo celestial (Apocalipse 6:9, 8:5, 9:13).



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ÁGUIA

ÁGUIA


É possível que a palavra hebraica traduzida como "águia" (que literalmente significa rasgar com o bico) se refira a todas as grandes aves de rapina, semelhantes à águia e ao abutre (Oséias 8:1; talvez Mateus 24:28). Algumas passagens, no entanto, se referem à verdadeira águia. Na Terra Santa há inúmeras variedades, incluindo a águia imperial e a dourada. De constituição robusta, têm asas fortes; seus movimentos revelam agilidade e força. Seu bico característico em forma de gancho, que lhe confere aparência feroz e soberba, se constitui instrumento eficaz para dilacerar e matar sua presa. Pernas e garras pequenas e poderosas capacitam-na a aplicar um aperto intenso numa vítima batalhadora. As garras curtas têm pontas afiadas e cortantes. Ela caça de dia.
Para Jeremias e outros profetas a águia é a síntese da rapidez. A águia dourada, que pode voar de 5 a 7km em dez minutos, pode ter suscitado as comparações em II Samuel 1:23; Jeremias 4:13; Jeremias 49:22 e Habacuque 1:8. A Bíblia cita sua força e invencibilidade quase sempre com relação a poderosas nações que atacaram Israel. O profeta Ezequiel descreveu Nabucodonozor como uma águia (Ezequiel 17:3).
Ela constrói seu ninho no pico de uma montanha inacessível ou no topo de árvores altas, fato registrado por Jeremias 49:16; Jó 39:27-28; Obadias 1:4. As águias são dedicadas às suas proles e as treinam com grande cuidado na arte de voar. Alguns comentaristas interpretam Êxodo 19:4 e Deuteronômio 32:11 como evidência do treinamento de carregar seus filhotes em suas asas. Confrontados por essas qualidades impressionantes, os autores bíblicos observaram a águia com respeito e admiração (Jó 39:27-30; Provérbios 30: 18-19).9079


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ABRAÃO

ABRAÃO

VISÃO GERAL

Abraão é uma das figuras mais importantes da Bíblia. É chamado "o amigo de Deus" (II Crônicas 20:7, Tiago 2:23) Embora não tivesse filhos, Deus lhe prometeu, "todas as famílias da terra serão abençoadas através de ti" (Gênesis 12:3). Essa aparente contradição possibilitou grandes testes de fé, promessa e realização para Abraão e sua esposa Sara. Através da vida de Abraão, Deus revelou seu plano de escolher e fazer aliança com o seu povo. Abraão confiou em Deus e agora é conhecido como o pai do povo escolhido de Deus.

Seu nome era originalmente Abrão, significando "(o) pai exaltado". Seus pais integravam um grupo que adorava a lua na cidade de Ur e o nome antigo de Abraão provavelmente se referia ao deus lua ou a qualquer outro deus pagão, Deus mudou o nome de Abrão para Abraão (Gênesis 17:5) para indicar claramente uma separação dos caminhos pagãos de Abrão. O novo nome de Abrão significava "pai de uma multidão" e era uma afirmação da promessa que Deus lhe havia feito de que teria muitos descendentes. Esta troca de nome foi também uma prova significativa de sua fé em Deus. Àquela época, Abraão estava com 99 anos e sua esposa estéril com 90 anos (11:30; 17:1- 4:17).

A VIDA DE ABRAÃO
A história de Abrão começa em Gênesis 11, onde sua genealogia é lembrada (Gênesis 11:26-32). Terá, seu pai, recebeu o nome de um deus pagão adorado em Ur. Terá teve três filhos: Abrão, Naor e Harã.. Harã, o pai de Ló, morreu antes que a família saísse de Ur. Terá tomou Ló, Abrão e a mulher deste, Sarai, e tirou-os de Ur para irem para Canaã, mas eles se estabeleceram em Harã (11:31). O livro de Atos 7:2-4 afirma que Abrão ouviu o primeiro chamado de Deus enquanto ainda estava em Ur.

UM NOVO LAR
Depois da morte de Terá, Deus disse a Abrão, "Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei". Esta ordem foi a base para a "aliança" de Deus com Abrão. Deus prometeu a Abrão fazê-lo fundador de uma nova nação naquela nova terra. (12:1-3). Abrão, confiando na promessa de Deus, partiu de Harã aos 74 anos. Entrando em Canaã, foi primeiro para Siquém, uma importante cidade de Canaã situada entre o Monte Gerizim e o Monte Eval. Próximo ao carvalho de Moré, um santuário de Canaã, Deus lhe apareceu (Gênesis 12:7) Abrão construiu um altar em Siquém, em seguida mudou-se para as vizinhanças de Betel onde novamente edificou um altar ao Senhor (12:8). Abrão não somente orava nesse altar, mas "invocava o nome do Senhor". Abrão fez uma proclamação, declarando a realidade de Deus nos centros de falsa adoração em Canaã. Mais tarde mudou-se para Hebrom, próximo aos carvalhos de Manre, onde novamente construiu um altar para adorar a Deus.
ABRÃO SE DESANIMA
Apesar de sua obediência, Abrão ainda não havia recebido o filho prometido por Deus. Abrão providenciou que seu servo, Eliezer de Damasco, se tornasse seu hedeiro (Gênesis 15:2). De acordo com os costumes da época, um casal rico e sem filhos poderia adotar um herdeiro para receber sua herança. Quase sempre um escravo, o herdeiro seria responsável pelo sepultamento e luto de seus pais adotivos. Se um filho nascesse após a adoção de um escravo-herdeiro, o filho natural poderia tomar seu lugar. Deus respondeu a Abrão: "Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti, será o teu herdeiro" (15:4) Então Deus fez uma aliança com Abrão, prometendo-lhe um herdeiro cujos descendentes se multiplicariam numa grande nação por toda a terra de Canaã.

Novamente Abrão e Sarai tentaram trabalhar sua própria versão dos planos de Deus.Aos 86 anos ele teve um filho com Hagar, criada de Sarai. Essa criança, chamada Ismael, foi uma bênção, mas não era a que Deus prometera. Quando tinha 99 anos, Deus apareceu ao idoso Abrão e reafirmou sua promessa de um filho (Gênesis 17). Deus o instruiu a circuncidar seus descendentes como sinal de que eram povo de Deus (Gênesis 17: 9-14). Ele também trocou os nomes de Abrão e Sarai para Abraão e Sara (17: 5, 15). Abraão riu à idéia de gerar um filho na sua idade: "Então se prostrou Abraão, rosto em terra, e se riu, e disse consigo: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara com seus noventa anos?" (17:17). O tempo de Deus certamente não coincidia com o calendário de Abraão, mas este continuou a obedecer e aguardar pelos planos Dele.

DEUS REAFIRMA SUA PROMESSA
A destruição de duas cidades, Sodoma e Gomorra, forneceu o cenário para o próximo passo do plano de Deus para Abraão (Gênesis 18-19). O capítulo 18 começa com três indivíduos buscando se refugiar do calor do dia em seu caminho para essas duas cidades. Abraão ofereceu água para se refrescarem e uma refeição a esses misteriosos convidados, que não pareciam ser viajantes comuns. O Anjo do Senhor junto com outros dois anjos apareceu a Abraão (Gênesis 18: 1-2; 19:1). Alguns estudiosos acreditam que o Anjo do Senhor era o próprio Deus (Gênesis 18: 17, 33). Os anjos anunciaram que o filho prometido de Abraão estava próximo. Desta vez, foi Sara que riu ao ouvir a notícia.
NASCE ISAQUE
Enfim, quando Abraão tinha 100 anos e sua mulher 90, "o Senhor fez exatamente o que havia prometido" (Gênesis 21:1). O casal idoso não se podia conter de alegria pelo nascimento do filho prometido. Abraão e Sara riram de incredulidade nos dias da promessa, agora riam e se alegravam na sua riqueza. O bebê, nascido no tempo de Deus, foi chamado Isaque ("ele ri!"). Sara disse "Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso, vai rir-se juntamente comigo" (21:6).
A FÉ DE ABRAÃO É TESTADA
O riso sobre o nascimento de Isaque cessou. Em Gênesis 22. Deus ordenou a Abraão sacrificar seu filho Isaque. Depois de 25 anos esperando a promessa de Deus, pode-se imaginar o trauma de tão sofrido teste. Abraão pensou que esse teste significava que não haveria herdeiro e nem nação poderosa. Mas também pensou o que isso significaria se não obedecesse a Deus.

Abraão tomou seu filho e foram a um altar preparado para o sacrifício. Quando estava preparado para desferir o golpe, o anjo de Deus o advertiu chamando "Abraão!" A vida de Isaque foi poupada e Abraão de fato se tornaria "pai de uma grande nação".

Deus imaginou que Abraão desejava renunciar a se filho. Imaginou o quanto Abraão O amava e desejava obedecê-Lo. O anjo de Deus disse "Sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho" (Gênesis 22:12). Abraão viu um carneiro num arbusto próximo. O anjo explicou que haveria um sacrifício naquele dia, mas não seria Isaque o sacrificado. Deus providenciou o carneiro como substituto para Isaque. Abraão deu àquele lugar o nome "o Senhor proverá". Esta história apontava para a provisão de Deus dando o seu único Filho, Jesus Cristo, como sacrifício pelos pecados da humanidade.



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Quinta-feira, 25 de Março de 2010
DAVI
DAVI VISÃO GERAL Davi foi o mais importante rei de Israel, escolhido por Deus quando ainda menino. Antes ele tocava harpa para o primeiro rei; depois derrotou o gigante Golias numa batalha com uma atiradeira e fé. Quando adulto, governou Israel e liderou seus soldados na conquista de muitas regiões. Compôs dezenas de poemas, chamados salmos, sobre sua fé em Deus e ajudou Israel a se fortalecer como nação. Mas ao longo de sua vida cometeu alguns pecados graves que causaram sofrimento à sua família. Mesmo assim, através deles Davi aprendeu sobre o perdão de Deus. O nome de sua mãe não é conhecido, mas sabemos que era o filho mais novo de Jessé, da linhagem de Judá. Seus avós foram Rute e Boaz. Nasceu em Belém, como Jesus, e a Bíblia o nomeia como um importante ascendente de Jesus. Bem novo ainda, cuidava das ovelhas de seu pai destemidamente. Enfrentava bravamente qualquer animal, mesmo leões e ursos, que atemorizasse as ovelhas, chegando a matá-los com cacetadas.Acreditava ter proteção divina quando lutava contra esses animais (I Samuel 17: 34-37). UNGIDO DE DEUS Deus pediu ao profeta Samuel para ungir um novo rei, pois Saul tinha entristecido o Seu coração. Deus enviou Samuel à casa de Jessé para escolher um dentre os seus filhos. O escolhido de Deus foi o menino Davi (I Samuel 16: 1-13), que foi ungido com óleo e daquele dia em diante o Espírito de Deus se apossou dele. Embora ungido rei, não começou logo a reinar. Deus o estava preparando. Davi era um excelente harpista e o som da harpa acalmava. Depois que o Espírito de Deus deixou Saul, ele começou a ter angústia mental, depressão e medo. Davi foi levado para o palácio para trabalhar como escudeiro e tocar melodias repousantes com sua harpa para o rei. Ali ele experimentou e aprendeu sobre as funções do rei. A DERROTA DE GOLIAS O exército de Israel estava acampado do lado oposto aos filisteus, nenhum dos dois queria lutar, mas ambos queriam vencer. Os filisteus apresentaram sua arma secreta: o gigante Golias, que desafiou os israelitas para uma batalha de campeões. Ninguém se atrevia a enfrentar o gigante. Davi ficou assombrado, mas estava muito indignado e zangado em saber que um gigante pagão desafiava o povo de Deus. Davi sabia que Deus daria a vitória a qualquer um que lutasse contra Golias com a ajuda de Deus. Então foi o que fez. Com sua atiradeira e uma só pedra acertou a fronte do gigante, matando-o (I Samuel 17: 12-58). A exaltação do povo ao seu feito provocou inveja no Rei Saul que tentou matá-lo. AMIGO DE JÔNATAS Ao mesmo tempo em que perdia a afeição de Saul, ganhava a de Jônatas, filho de Saul, que se tornou um de seus melhores amigos e que mais de uma vez o livrou de ser morto por seu pai. Jônatas sabia claramente que Davi era escolha de Deus para ser o próximo rei. O ALVO DE SAUL Temendo por sua vida, Davi foi ao encontro do profeta Samuel em Ramá, na casa dos profetas. Enquanto esteve lá, Saul fez várias tentativas de prendê-lo, mandando seus soldados e chegando mesmo a ir sozinho matá-lo. Mas o Espírito de Deus veio sobre eles e profetizaram durante toda a noite (I Samuel 19), impedindo que o plano de Saul se realizasse. Davi e Jônatas firmaram um pacto de proteção mútua, inclusive aos seus descendentes quando Davi se tornasse rei (I Samuel 20). Davi entendeu que Saul não tinha somente inveja dele; ele o odiava. Foi forçado a fugir para outras cidades, se esconder em cavernas, desertos, pedir refúgio a reis de outras terras (I Samuel 21; 22: 6-23). No entanto, por duas vezes Davi teve oportunidade de matar Saul, mas não o fez. Finalmente Saul desistiu de persegui-lo. Enquanto isso, os filisteus continuavam a atacar Israel em vários pontos, até que o exército de Saul foi derrotado pelos filisteus e os três filhos de Saul, incluindo Jônatas, foram mortos. Ferido gravemente e sem esperanças, Saul se matou. Esse episódio encerra o livro de I Samuel. DAVI - HOMEM, MARIDO E PAI Contrariando o que determinava a lei do Velho Testamento, Davi teve pelo menos oito esposas legítimas e muitos filhos. Depreende-se do relato bíblico que muitos de seus casamentos resultaram de alianças feitas com reis de nações vizinhas. Davi teve também um relacionamento ilícito com Bate-Seba, esposa de um de seus comandantes militares, no auge de seu reinado. Seu filho Salomão foi fruto desse relacionamento. Enquanto estava fora em batalhas, dentro de sua própria casa ocorriam problemas sérios. Em II Samuel 11 - 20 lemos sobre as intrigas na corte real, sobre os fracassos de Davi e as conseqüências desses fatos. O profeta Natã teve que confrontá-lo sobre sua conduta e Davi, reconhecendo a culpa, confessou seus pecados e pediu o perdão de Deus. Os Salmos 32 e 51 foram escritos sobre seu pecado, confissão e alegria pelo perdão. Não obstante esse perdão, Davi voltou a sofrer as conseqüências de seu estilo de vida. Como pai, Davi também enfrentou dificuldades sérias. Amom cometeu incesto. Absalão matou um irmão e teve que fugir para a terra de seus avós maternos. Mais tarde, reconciliou-se com o pai e em seguida usurpou-lhe o trono que teve que reagir para reavê-lo. Absalão morreu enquanto fugia de seu pai. DAVI REI Davi foi coroado rei em Judá, ao sul de Israel. Mas sua popularidade cresceu rapidamente. Durante suas andanças como fugitivo de Saul ele se tornou conhecido de muitos donos de terras e alguns lhe deviam favores por causa da proteção que lhes tinha proporcionado. Era também conhecido dos líderes da Filistéia e de Moabe, tendo morado um tempo em cada país. Esse conhecimento facilitou as negociações. Da Filistéia, Davi voltou para Hebrom onde foi escolhido rei pelos líderes de Judá. Entre as outras tribos reinava o caos e o resultado foi uma guerra civil da qual, depois de alguns acordos políticos e familiares e algumas emboscadas, Davi saiu vencedor, reinando sete anos sobre Judá e trinta e três sobre Israel. Com o governo sediado em Jerusalém, Davi começou a organizar a nação. Planejou construir um novo palácio e um templo para abrigar a "arca da aliança", o que não aconteceu pois Deus tinha outros planos, comunicados ao profeta Natã: o templo seria construído mais tarde por Salomão, filho de Davi. ESCRITOR DE SALMOS Os Salmos se constituem o livro mais conhecido da Bíblia. Além de serem hinos de adoração a Deus, expressam em palavras alguns dos mais angustiantes sentimentos com que nos deparamos. Têm inspirado poetas e escritores ao longo do tempo e continuam hoje a ser uma das porções bíblicas mais traduzidas. Davi escreveu cerca de setenta e três salmos e, ajudado por seu filho, coletou outros tantos mais tarde. Suas letras eram musicadas para serem usadas na adoração no templo. O trabalho de Davi deu a tônica para a adoração dos israelitas durante muitas gerações.


publicado por ribeiro335 às 18:25
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