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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011
ABSALÃO

Heb. 'Abshalôm e 'Abîshalôm, "meu pai é paz".

Terceiro filho de David com a sua mulher Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur (2Sm 3:3). Era conhecido pela sua beleza (2Sm 14:25, 26). Para vingar o crime cometido pelo seu meio-irmão Amnon contra a sua irmã Tamar, ele matou Amnon fugindo de seguida para perto do seu avô Talmai, rei de Gesur, para escapar a uma possível represália da parte de David (2Sm 13:1-39). Cerca de três anos mais tarde, ao requisitar os serviços de uma mulher sábia de Tecoa, Joab conseguiu obter permissão para ele voltar para Jerusalém. Dois anos mais tarde ele reconciliou pai e filho (2Sm 14:1-33).
Pouco tempo depois Absalão começou a conspirar contra o seu pai a fim de obter o trono, e proclamou-se rei em Hebrom (2Sm 15:1-12). Marchando contra Jerusalém, forçou David a fugir da capital e tomou posse do palácio real e do harém. Ignorou o conselho de Aquitofel e não perseguiu imediatamente as reduzidas forças de David, mas seguiu, como alternativa, o conselho do amigo de David Husai que consistia em mobilizar todo o exército de Israel antes de continuar a perseguição. Isto permitiu a David ter tempo para reorganizar as suas forças e preparar-se para o encontro decisivo (2Sm 15:13-2Sm 17:23).A batalha teve lugar no "bosque de Efraim", algures em Gilead, provavelmente perto de Manaim. As forças de Absalão foram severamente derrotadas e na confusão da batalha Absalão ficou preso pela cabeça nos ramos de uma árvore, ficando pendurado indefeso. Enquanto nessa posição foi morto por Joabe contra a ordem explícita de David. Foi enterrado como um criminoso numa grande cova na floresta, e uma grande pilha de pedras foi erigida sobre a sua sepultura (2Sm 17:24-2Sm 18:17). Durante a sua vida Absalão erigiu para si um monumento, situado no "vale do rei" (2Sm 18:18), e, de acordo com Josefo (Ant. Vii. 10.3), ficava a cerca de 402 m de Jerusalém. O agora denominado Tumulo de Absalão situado no vale de Cedron em Jerusalém é um monumento do período Helenístico. De acordo com 2Sm 14:27 Absalão teve 3 filhos e uma filha chamada Tamar. A Maaca mencionada em 2Cr 11:20 e 1Rs 15:2, como filha de Absalão (ou Abishalom) era provavelmente sua neta. A Bíblia algumas vezes usa a expressão "filha" em vez de "neta".
( Seventh-Day Adventist Bible Dictionary )



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AARÃO

AARÃO
Heb. 'Aharôn, muito provavelmente uma trasliteração Hebraica do Egípcio 'rn, "grande é o nome", ou "grande no nome"; Gr. Aaron.

Filho de Amram e Jocabed (Ex 6:20), e descendente de Levi (1Cr 6:1-3). Tinha uma irmã mais velha, Miriam (Ex 7:7; cf. Ex 2:4), e um irmão mais novo, Moisés (Ex 7:7). Casou com Eliseba, filha de Aminadabe, da tribo de Judá, que lhe deu quatro filhos, Nadab, Abiú, Eleazar e Itamar (Ex 6:23).
Aarão aparece na narrativa bíblica quando o Senhor o envia desde o Egipto para se reunir com o seu irmão Moisés no Monte Horeb (Ex 4:27). Aí os dois conferenciaram sobre a volta ao Egipto a fim de efectuar a libertação do seu povo do cativeiro (Ex 4:28). O Senhor tinha já aparecido a Moisés, indicando-lhe que Aarão seria o seu porta-voz na nova missão (Ex 4:14-16). A partir dessa altura os dois irmão trabalharam lado a lado para garantir a liberdade para o seu povo oprimido (Ex 4:29, 30; etc.). Mesmo depois da saída do Egipto Aarão continuou, pelo menos algumas vezes, como porta-voz de Moisés para os filhos de Israel (Ex 16:9,10). Em Refidim, a pouca distância do deserto de Sin, Aarão e Hur sustentaram os braços levantados de Moisés na batalha vitoriosa com um grupo de Amalequitas (Ex 17:12).
Durante a estadia junto ao Monte Sinai, a Aarão e aos seus filhos Nadab e Abiú, juntamente com 70 dos anciãos de Israel, foi dado o privilégio especial de acompanharem Moisés para além do limite na base da montanha do qual o povo normalmente não deveria transpor (Ex 24:1-11). Durante a ausência prolongada de Moisés do acampamento, Aarão condescendeu com a exigência do povo de terem "deuses" visíveis ao fazer um bezerro de ouro e liderando a sua adoração (Ex 32:1-35).Enquanto os Israelitas estavam ainda acampados no Sinai, Aarão e os seus filhos foram nomeados e consagrados para servir como sacerdotes no santuário (Ex 28:40-Ex 29:37; Ex 40:13-16; Lv 8:1-36). Aarão serviu como sumo-sacerdote durante 38 anos, até alguns meses antes da entrada em Canaan (Nm 20:22-29). Logo após a partida do Sinai, Aarão e Miriam juntaram-se na oposição a Moisés como comandante supremo de Israel, sob a orientação de Deus, e reclamaram para eles uma voz na administração da nação. Deus activamente repreendeu os dois que tinham tido a audácia de desafiar aquele que Ele tinha nomeado líder (Nm 12:1-15). Algum tempo depois um grupo de Levitas descontentes uniram forças com certos homens da tribo de Rúben, e outros, numa revolta contra a liderança de Moisés e Aarão, e mais uma vez Deus demonstrou quem eram os Seus líderes escolhidos (Nm 16:1-50). Para que não houvesse nenhuma sombra de dúvida em relação ao facto que tinha sido Deus a nomear Aarão para tomar conta da vida religiosa da nação, Deus o demonstrou ao fazer com que a vara de Aarão florescesse, e gerasse amêndoas de um dia para o outro (Nm 17:1-13). Perto do fim dos 40 anos no deserto, quase na fronteira com Canaan, Aarão juntou-se a Moisés numa demonstração de impaciência em Cades, onde Moisés impetuosamente feriu a rocha de onde água iria fluir para o povo. Como resultado desta atitude, aos dois irmãos foi barrada a entrada na Terra da Promessa (Nm 20-7-13). Pouco tempo depois da experiência em Cades o povo de Israel levantou acampamento e viajou em redor da fronteira de Edom, tendo-lhes sido recusada permissão para usar uma rota mais directa através do território daquele país. Durante essa viagem o Senhor fez saber a Moisés e Aarão que este se devia preparar para cessar as suas funções e morrer (Nm 20:22-24; cf. Dt 10:6). Por ordem divina as vestes do sumo-sacerdote foram tiradas de Aarão e colocadas no seu filho Eleazar, simbolizando a sua sucessão ao seu pai como sumo-sacerdote (Nm 20:25-28). Aarão morreu com a idade de 123 anos (cf. Ex 7:7; Dt 34:7), e foi sepultado no Monte Hor na fronteira de Edom (Nm 20:27, 28; Nm 33:37-39; Dt 32:50), o qual ainda não foi identificado. Israel chorou a sua morte por um período de 30 dias (Nm 20:29).



publicado por ribeiro335 às 14:06
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Quarta-feira, 7 de Abril de 2010
DIACONO E PRESBITERO

DIÁCONOS E PREBÍTEROS

VISÃO GERAL

Toda organização tem pelo menos uma pessoa que trabalha nos bastidores. Esta é a função do diácono ou presbítero na igreja. Eles trabalham nos bastidores servindo e ministrando às necessidades das pessoas. O termo diácono vem do grego e significa servo ou ministro. A palavra "diaconato" descreve o serviço do grupo de diáconos e diaconisas dentro de uma igreja. Algumas igrejas indicam "presbíteros", termo que descreve aqueles que exercem um papel de liderança similar dentro da igreja. Diáconos e presbíteros podem estar ou não na liderança durante um culto dominical típico como um pastor ou ministro de adoração. Entretanto, seu trabalho de bastidores, conduzindo os negócios da igreja e o trabalho de Cristo, é primordial.

DIÁCONOS

VISÃO DO NOVO TESTAMENTO

Várias referências seculares dão a diácono o sentido de garçon, servo, administrador ou mensageiro. Escritores bíblicos usam esta palavra para descrever vários ministérios e serviços. Só bem mais tarde na igreja primitiva foi usado para indicar um grupo distinto de oficiais da igreja. Entre seus usos comuns, diácono se refere a quem serve a refeição (João 2:5,9), servos do rei (Mateus 22:13), ministro de Satanás (II Coríntios 11:15), ministro de Deus (II Coríntios 6:4), ministro de Cristo (II Coríntios 11:23), ministro de Deus (Colossenses 1:24-25) e autoridade (Romanos 13:4). O Novo Testamento apresenta o ministério do serviço como uma marca de toda a igreja, isto é, como uma conduta normal para todos os discípulos (Mateus 20: 26-28; Lucas 22: 26-27). Os ensinamentos de Jesus no julgamento final equiparam esse ministério com: alimentar os famintos, acolher o próximo, vestir os que estão despidos, visitar os enfermos e encarcerados (Mateus 25: 31-46). Todo o Novo Testamento enfatiza a compaixão pelas necessidades físicas e espirituais dos indivíduos bem como quanto nos devemos doar para satisfazer essas necessidades. Deus nos capacita para o serviço com vários dons espirituais. Quando realizamos esse serviço, em última análise, ministramos ao próprio Cristo (Mateus 25:45).
ORIGEM

Alguns estudiosos da Bíblia estabelecem uma relação entre o "hazzan" da sinagoga judaica e o serviço cristão do diácono. O "hazzan" abria e fechava as portas da sinagoga, mantinha-a limpa e distribuía os livros para leitura. Jesus provavelmente passou o rolo do livro de Isaías para um diácono depois que acabou de lê-lo (Lucas 4:20).

Outros estudiosos do Novo Testamento dão atenção considerável à escolha dos sete (Atos 6:1-6); vêem aquele ato como um precursor histórico de uma estrutura mais desenvolvida (Filipenses 1:1; I Timóteo 3:8-13 - as duas referências específicas ao "ofício" de diácono).
Cada apóstolo já estava sobrecarregado com várias responsabilidades. No entanto, os doze apóstolos propuseram uma divisão do trabalho para assegurar assistência às viúvas gregas na distribuição diária que a igreja fazia de alimento e donativos. Sete homens de boa reputação, cheios do Espírito de Deus e de sabedoria (Atos 6:3), se destacaram na congregação de Jerusalém, praticando caridade e atendendo necessidades físicas.

Alguns lembram que o diaconato não devia ser relacionado somente a caridade, pois os diáconos eram pessoas de estatura espiritual. Estêvão, por exemplo, "cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo" (Atos 6:8). Filipe, apontado como um dos sete, "os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo" (Atos 8:12). Filipe também batizava (Atos 6:38) e é mencionado como um evangelista (Atos 21:8).

OS DIÁCONOS NA IGREJA PRIMITIVA

Muitas igrejas provavelmente adotaram como modelo "os sete de Jerusalém" no seu quadro de diáconos. Em I Timóteo 3:8-13 são dadas instruções sobre as qualificações da função de diácono, a maioria delas se relacionando ao caráter e comportamento pessoais. Um diácono deveria falar a verdade, ser marido de uma só mulher, "não dado a muito vinho", e um pai responsável. Alguns diáconos: Timóteo (I Tessalonicenses 3:2; I Timóteo 4:6), Tíquico (Colossenses 4:7), Epafras (Colossenses 1:7), Paulo (I Coríntios 3:5) e o próprio Cristo (Romanos 15:8). A diaconia bíblica não se caracteriza por poder e proeminência mas por serviço ao próximo, por cuidados pastorais.

As mulheres também exerciam a função de diaconisas. Em Timóteo 3:11, lemos que elas deveriam ser "respeitáveis, não maldizentes, mas temperantes e fiéis em tudo". Por causa do grande número de mulheres convertidas (Atos 5:14; 17:4), as mulheres atuavam na área de visitação, instruíam sobre discipulado e assistiam no batismo.

Em Romanos 16:1-2, lemos que Paulo elogiou Febe por ser uma ajudadora no serviço da igreja de Cencréia.

Em Romanos 12:8 e I Timóteo 3:4-5 encontramos outras qualidades desejadas no diácono.

PRESBíTEROS
O serviço do diácono diferia do serviço do presbítero. Enquanto diáconos e diaconisas eram escolhidos por suas fortes características pessoais, os presbíteros obtinham sua posição por laços de família ou indicação. Seguindo um padrão definido relacionado ao sistema tribal (Números 11: 16-17; Deuteronômio 29:10), o presbítero exercia funções de liderança e jurídica em razão de sua posição na família, clã ou tribo; ou em razão de sua personalidade, destreza, status ou influência; ou ainda por um processo de indicação e ordenação.

Os presbíteros tinham várias funções. Por exemplo: I Timóteo 5:17 fala de presbíteros que pregavam e ensinavam; Tiago 5:14 os mostra envolvidos num ministério de cura; I Pedro 5;2 os exorta a apascentar o rebanho. Assim, os profetas e mestres que dirigiam a igreja de Antioquia (Atos 13:1-3) podem ter sido os presbíteros daquela comunidade.

O PRESBíTERO NA COMUNIDADE CRISTÃ

Segundo o relato de Lucas sobre a origem e expansão do Cristianismo, os presbíteros já estavam presentes na igreja de Jerusalém. Em Atos, vemos os cristãos de Antioquia enviando mantimentos "aos presbíteros (das igrejas da Judéia) por intermédio de Barnabé e Saulo (11:30). Em sua primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé "promoveram os discípulos em cada igreja" (Atos 14;23). Mais tarde, foram enviados de Antioquia para Jerusalém "para os apóstolos e presbíteros" a fim de esclarecê-los sobre o assunto da circuncisão dos gentios cristãos (Atos 15:2) e "foram bem recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros" (Atos 15:4), que se reuniram para ouvir sobre o caso e resolver a questão (Atos 15:6-23). Não se sabe quem eram e como foram escolhidos esses presbíteros. Mas certamente foram consideradas sua idade e proeminência lhes conferiu o privilégio de prestar serviço especial dentro de suas comunidades. Parece que atuavam de maneira semelhante aos anciãos das comunidades judaicas e do Sinédrio (Atos 11:30; 15:2-6.22-23; 16:4; 21:18).



publicado por ribeiro335 às 23:31
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Sexta-feira, 26 de Março de 2010
ARÃO

ARÃO

VISÃO GERAL
Arão era irmão de Moisés. Ele foi também o primeiro Sumo-Sacerdote de Israel. No Velho Testamento Arão falou por Moisés, começando no Egito quando este confrontou Faraó. Era assistente de Moisés durante o êxodo dos Israelistas do Egito. Três anos mais velho que Moisés, tinha 83 anos quando ambos confrontaram Faraó pela primeira vez. (Êxodo 7:7). A irmã deles, Miriam (Números 26:59), deve ter sido a filha mais velha. Atuou como mensageira quando o bebê Moisés foi achado pela filha de Faraó. (Êxodo 2:1-9)

VIDA FAMILIAR
Arão e sua esposa, Eliseba, tiveram quatro filhos (Êxodo 6:23). Todos seguiram seus passos, tornando-se sacerdotes em Israel (Levítico 1:5). Dois deles, Nadabe e Abiú, violaram as instruções de Deus. O sacrifício que ofereceram não foi agradável a Deus e em consequência morreram queimados. (Levítico 10:1-5) O sacerdócio então foi passado aos seus dois irmãos, Eleazar e Itamar. Estes também não seguiram fielmente os mandamentos de Deus (Levítico 10:6-20).

Arão foi um personagem importante no Êxodo, em parte porque era irmão de Moisés. Quando Deus escolheu Moisés, tentou evitar que, por causa de um problema na fala, o líder de Israel ficasse numa situação constrangedora. Deus reconheceu em Arão o dom da oratória e disse a Moisés que Arão falaria por ele. Porém, algumas vezes, Arão fez mal uso de suas habilidades de líder, como quando ajudou o povo a construir um ídolo para adoração no deserto enquanto Moisés se demorava no encontro com Deus no Monte Sinai.

ARÃO NO EGITO
No início da vida de Arão, o povo hebreu era escravo no Egito. Moisés tinha sido apresentado como egípcio por uma das filhas de Faraó. Mas ele fugiu para o deserto de Midiã depois de matar um escravo egípcio que espancava um hebreu (Êxodo 2:11-12). Quando Deus chamou Moisés de volta para libertar o seu povo (Êxodo 3-4), chamou também Arão para encontrar Moisés no deserto(Êxodo 4:27). Depois de tantos anos de exílio, Moisés era um estranho para seu povo. Assim, Arão fez contato com os anciãos de Israel por ele. (Êxodo 4:29-31). Quando Moisés e Arão foram encontrar o Faraó, Deus falou ao líder egípcio através dos dois para que libertasse os israelitas (Êxodo 5:1) . Ao invés disso, Faraó tornou a vida dos escravos hebreus ainda mais difícil. Entretanto, Deus começou a mostrar o Seu poder para o governante egípcio através de uma série de milagres (Êxodo 5-12) . Deus operou os três primeiros milagres através de Arão, usando uma vara (provavelmente um cajado usado pelos pastores de ovelhas). Havia mágicos no palácio de Faraó que faziam truques semelhantes. Depois que Deus mandou sobre todo o Egito a praga das moscas, os encantadores egípcios admitiram a derrota e disseram "Isto é o dedo de Deus!" (Êxodo 8:19) Então Deus mandou mais pragas através de Moisés. A desgraça final foi a morte de todos os primogênitos egípcios. Arão estava com Moisés (Êxodo 12:1-28) quando Deus lhe revelou como redimiria os israelitas que tivessem os lares devidamente identificados. Deus pouparia seus filhos na noite em que as crianças egípcias morressem. Aquele evento era a origem da festa da Páscoa ainda hoje observada pelos judeus. (Êxodo 13:1-16) .
LIDERANÇA NO DESERTO
Deus guiou os israelitas em segurança e destruiu os perseguidores egípcios. Arão ajudou Moisés a conduzir o povo na sua longa peregrinação pelo deserto e a viagem para a Terra Prometida (Êxodo 16:1-6). Mais tarde, lutando contra o exército de Amaleque, Arão ajudou a sustentar os braços de Moisés erguidos em oração para manter as bênçãos de Deus (Êxodo 17:8-16). Embora Moisés conduzisse os israelitas, Arão era visto como um importante líder (Êxodo 18:12). Deus o chamou para estar com Moisés quando lhe deu a lei no Monte Sinai (Êxodo 19:24). Arão foi um dos que ratificaram a lei de Deus no Livro da Aliança (Êxodo 24:1-8). Arão subiu com esses líderes em direção ao monte santo. Ele teve a visão do Deus de Israel (Êxodo 24:9-10). Arão e Hur ficaram cuidando do povo enquanto Moisés estava com Deus no alto do monte (Êxodo 24:13-14). Foi aí que os problemas começaram. Moisés esteve ausente por quase um mês. Num momento de fraqueza, Arão cedeu ao apelo do povo por um ídolo para adorar. Ele fundiu algumas peças de ouro para fazer a estátua de um bezerro (Êxodo 32:1-4). Inicialmente, Arão pensou que estava fazendo algo agradável a Deus (Êxodo 32:1-4). Mas perdeu-se o controle da situação e uma festa selvagem e pecaminosa aconteceu em redor do ídolo (Êxodo 32:6). Deus estava irado a ponto de destruir o povo, mas Moisés intercedeu por ele. Ele lembrou a Deus Sua promessa de multiplicar a descendência de Abraão (Êxodo 32:7-14). Moisés estava furioso com a imoralidade e idolatria. Mas Arão lançou a culpa do ocorrido sobre o povo, sem admitir a sua própria culpa (Êxodo 32:21-24). Os idólatras foram punidos com a morte (Êxodo 32:25-28) e toda a terra com uma praga (Êxodo 32:35). Arão não foi punido. Moisés disse que Arão estava em grande perigo, mas foi poupado porque Moisés orou por ele. (Deuteronômio 9:20).

No segundo ano de peregrinação no deserto, Arão ajudou Moisés a realizar um censo para contar o povo (Números 1:1-3,17-18). Mais tarde Arão teve inveja de Moisés por sua posição de liderança. Ele e Miriam, sua irmã, começaram a conspirar contra ele, embora Moisés fosse o homem mais humilde na face da terra (Números 12:1-4). A ira de Deus sobre eles foi aplacada pela oração de Moisés. Miriam sofreu pelo seu pecado (Números 12:5-15). Arão novamente escapou da condenação. Com Moisés, enfrentou uma rebelião em Cades-Barnéia. (Números 14:1-5) e com ele permaneceu numa outra rebelião posterior. (Números 16). Os israelitas quase se revoltaram de novo em Meribá. Deus acusou Moisés e Arão de não terem acreditado na Sua palavra e negou-lhes a entrada na Terra Prometida (Números 20:1-12).



publicado por ribeiro335 às 14:49
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ACABE E JEZABEL

ACABE E JEZABEL

Rei e Rainha do Reino do Norte de Israel de 874-835AC.

Por causa de seu caráter imoral e adoração a Baal, seu reinado é relembrado como um dos de nível espiritual mais baixo do Reino do Norte. I Reis 16:30 diz que, aos olhos de Deus, Acabe agiu de modo pecaminoso e mau, mais do que todos os reis que lhe antecederam.

CONTEXTO DE ACABE

Acabe foi o oitavo rei do Reino do Norte. Seu pai, Onri, fundou uma dinastia ou reino familiar que durou quarenta anos. Sua família governou durante os reinados de Acabe e seus dois filhos, Acazias e Jorão.

De acordo com I Reis, Onri era um general do exército do Rei Elá, filho de Baasa. Quando Elá foi assassinado, Onri foi entronizado pelo seu próprio exército no campo de batalha (I Reis 16:8-16). Ele ganhou a guerra civil e ocupou Tirza, a capital (16:17-23). Logo mudou a capital para Samaria e construiu fortificações na região (16:24). À semelhança de Davi e Salomão, Onri também fez aliança com os fenícios, fato condenado pelas gerações seguintes. Acabe sucedeu a seu pai (16:28). Ele conseguiu essa aliança por ter-se casado com a filha do rei fenício, Jezabel (16:29-31).
A INFLUÊNCIA DE JEZABEL

Jezabel, filha de Etbaal, rei de Sidon, na Fenícia (I Reis 16:10-33) era uma mulher pagã imoral e fanática. O casamento foi provavelmente a continuação das relações amigáveis entre Israel e Fenícia começadas por Onri; confirmava uma aliança política entre as duas nações. Jezabel exercia uma forte influência sobre a vida de Israel, enquanto insistia na obrigatoriedade de adoração a Baal e exigia os direitos absolutos da monarquia. Tão forte era sua influência pagã, que as Escrituras atribuem a apostasia de Acabe diretamente a Jezabel. Sob sua influência, Acabe deixou de adorar a Deus em favor de Baal. A nova religião de Acabe era um culto à fertilidade que promovia uniões sexuais entre os sacerdotes e as "virgens" do templo. Esta prática era contrária às leis de Deus assim como o era o casamento de Acabe com uma pagã. (Deuteronômio 7:1-5)

Os esforços de Jezabel para impor a adoração a Baal em Israel começaram com a permissão de Acabe para que Baal seguisse o cortejo matrimonial (I Reis 16:31). Acabe seguiu os costumes de Jezabel e construiu uma casa de adoração e um altar para Baal em Samaria e fez também um poste-ídolo. Foi então promovida uma campanha para exterminar os profetas de Deus (18:4), enquanto Jezabel organizava e sustentava grandes grupos de profetas de Baal, hospedando e alimentando grande quantidade deles no palácio real (18:19). A influência corrupta de Jezabel se espalhou para o reino do Sul de Judá através de sua filha Atalia, que se casou com Jeorão, rei de Judá. Esse casamento foi também um desastre (II Reis 8:17-18, 26-27, 11: 1-20) e a idolatria da Fenícia contaminou ambos os reinos dos hebreus através dessa princesa ímpia.

SUA INTERAÇÃO COM ELIAS

Acabe construiu muitas cidades (I Reis 22:39) e lutou em inúmeras guerras. Mas em grande parte, seu governo se foca no grande profeta Elias (17:1, 18:1, 19:1). No início do reinado de Acabe, Deus enviou Elias para profetizar dias de seca e fome como punição pelo pecado do rei (I Reis 17:1. 18:16-18). A seca durou três anos e meio. Foi um período tão marcante na história de Israel, lembrado até na época do Novo Testamento (Lucas 4:25, Tiago 5:17). Pessoas e animais sofreram grandemente (I Reis 18:5). Ao final dos três anos e meio Elias desafiou Acabe a reunir todos os profetas pagãos para uma confrontação final entre Deus e Baal. Eles seriam testados através de um sacrifício. Elias gozava dos 450 profetas de Baal por não serem capazes de atraírem a atenção de seus falsos deuses para acenderem o fogo de seus altares. Então ele orou a Deus e o fogo caiu do céu sobre o altar de Deus. O povo proclamou sua crença em Deus e ajudou Elias a executar os profetas pagãos (I Reis 18:16-40). A seca terminou imediatamente (18:41-46).



publicado por ribeiro335 às 14:42
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ABRAÃO

ABRAÃO

VISÃO GERAL

Abraão é uma das figuras mais importantes da Bíblia. É chamado "o amigo de Deus" (II Crônicas 20:7, Tiago 2:23) Embora não tivesse filhos, Deus lhe prometeu, "todas as famílias da terra serão abençoadas através de ti" (Gênesis 12:3). Essa aparente contradição possibilitou grandes testes de fé, promessa e realização para Abraão e sua esposa Sara. Através da vida de Abraão, Deus revelou seu plano de escolher e fazer aliança com o seu povo. Abraão confiou em Deus e agora é conhecido como o pai do povo escolhido de Deus.

Seu nome era originalmente Abrão, significando "(o) pai exaltado". Seus pais integravam um grupo que adorava a lua na cidade de Ur e o nome antigo de Abraão provavelmente se referia ao deus lua ou a qualquer outro deus pagão, Deus mudou o nome de Abrão para Abraão (Gênesis 17:5) para indicar claramente uma separação dos caminhos pagãos de Abrão. O novo nome de Abrão significava "pai de uma multidão" e era uma afirmação da promessa que Deus lhe havia feito de que teria muitos descendentes. Esta troca de nome foi também uma prova significativa de sua fé em Deus. Àquela época, Abraão estava com 99 anos e sua esposa estéril com 90 anos (11:30; 17:1- 4:17).

A VIDA DE ABRAÃO
A história de Abrão começa em Gênesis 11, onde sua genealogia é lembrada (Gênesis 11:26-32). Terá, seu pai, recebeu o nome de um deus pagão adorado em Ur. Terá teve três filhos: Abrão, Naor e Harã.. Harã, o pai de Ló, morreu antes que a família saísse de Ur. Terá tomou Ló, Abrão e a mulher deste, Sarai, e tirou-os de Ur para irem para Canaã, mas eles se estabeleceram em Harã (11:31). O livro de Atos 7:2-4 afirma que Abrão ouviu o primeiro chamado de Deus enquanto ainda estava em Ur.

UM NOVO LAR
Depois da morte de Terá, Deus disse a Abrão, "Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei". Esta ordem foi a base para a "aliança" de Deus com Abrão. Deus prometeu a Abrão fazê-lo fundador de uma nova nação naquela nova terra. (12:1-3). Abrão, confiando na promessa de Deus, partiu de Harã aos 74 anos. Entrando em Canaã, foi primeiro para Siquém, uma importante cidade de Canaã situada entre o Monte Gerizim e o Monte Eval. Próximo ao carvalho de Moré, um santuário de Canaã, Deus lhe apareceu (Gênesis 12:7) Abrão construiu um altar em Siquém, em seguida mudou-se para as vizinhanças de Betel onde novamente edificou um altar ao Senhor (12:8). Abrão não somente orava nesse altar, mas "invocava o nome do Senhor". Abrão fez uma proclamação, declarando a realidade de Deus nos centros de falsa adoração em Canaã. Mais tarde mudou-se para Hebrom, próximo aos carvalhos de Manre, onde novamente construiu um altar para adorar a Deus.
ABRÃO SE DESANIMA
Apesar de sua obediência, Abrão ainda não havia recebido o filho prometido por Deus. Abrão providenciou que seu servo, Eliezer de Damasco, se tornasse seu hedeiro (Gênesis 15:2). De acordo com os costumes da época, um casal rico e sem filhos poderia adotar um herdeiro para receber sua herança. Quase sempre um escravo, o herdeiro seria responsável pelo sepultamento e luto de seus pais adotivos. Se um filho nascesse após a adoção de um escravo-herdeiro, o filho natural poderia tomar seu lugar. Deus respondeu a Abrão: "Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti, será o teu herdeiro" (15:4) Então Deus fez uma aliança com Abrão, prometendo-lhe um herdeiro cujos descendentes se multiplicariam numa grande nação por toda a terra de Canaã.

Novamente Abrão e Sarai tentaram trabalhar sua própria versão dos planos de Deus.Aos 86 anos ele teve um filho com Hagar, criada de Sarai. Essa criança, chamada Ismael, foi uma bênção, mas não era a que Deus prometera. Quando tinha 99 anos, Deus apareceu ao idoso Abrão e reafirmou sua promessa de um filho (Gênesis 17). Deus o instruiu a circuncidar seus descendentes como sinal de que eram povo de Deus (Gênesis 17: 9-14). Ele também trocou os nomes de Abrão e Sarai para Abraão e Sara (17: 5, 15). Abraão riu à idéia de gerar um filho na sua idade: "Então se prostrou Abraão, rosto em terra, e se riu, e disse consigo: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara com seus noventa anos?" (17:17). O tempo de Deus certamente não coincidia com o calendário de Abraão, mas este continuou a obedecer e aguardar pelos planos Dele.

DEUS REAFIRMA SUA PROMESSA
A destruição de duas cidades, Sodoma e Gomorra, forneceu o cenário para o próximo passo do plano de Deus para Abraão (Gênesis 18-19). O capítulo 18 começa com três indivíduos buscando se refugiar do calor do dia em seu caminho para essas duas cidades. Abraão ofereceu água para se refrescarem e uma refeição a esses misteriosos convidados, que não pareciam ser viajantes comuns. O Anjo do Senhor junto com outros dois anjos apareceu a Abraão (Gênesis 18: 1-2; 19:1). Alguns estudiosos acreditam que o Anjo do Senhor era o próprio Deus (Gênesis 18: 17, 33). Os anjos anunciaram que o filho prometido de Abraão estava próximo. Desta vez, foi Sara que riu ao ouvir a notícia.
NASCE ISAQUE
Enfim, quando Abraão tinha 100 anos e sua mulher 90, "o Senhor fez exatamente o que havia prometido" (Gênesis 21:1). O casal idoso não se podia conter de alegria pelo nascimento do filho prometido. Abraão e Sara riram de incredulidade nos dias da promessa, agora riam e se alegravam na sua riqueza. O bebê, nascido no tempo de Deus, foi chamado Isaque ("ele ri!"). Sara disse "Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso, vai rir-se juntamente comigo" (21:6).
A FÉ DE ABRAÃO É TESTADA
O riso sobre o nascimento de Isaque cessou. Em Gênesis 22. Deus ordenou a Abraão sacrificar seu filho Isaque. Depois de 25 anos esperando a promessa de Deus, pode-se imaginar o trauma de tão sofrido teste. Abraão pensou que esse teste significava que não haveria herdeiro e nem nação poderosa. Mas também pensou o que isso significaria se não obedecesse a Deus.

Abraão tomou seu filho e foram a um altar preparado para o sacrifício. Quando estava preparado para desferir o golpe, o anjo de Deus o advertiu chamando "Abraão!" A vida de Isaque foi poupada e Abraão de fato se tornaria "pai de uma grande nação".

Deus imaginou que Abraão desejava renunciar a se filho. Imaginou o quanto Abraão O amava e desejava obedecê-Lo. O anjo de Deus disse "Sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho" (Gênesis 22:12). Abraão viu um carneiro num arbusto próximo. O anjo explicou que haveria um sacrifício naquele dia, mas não seria Isaque o sacrificado. Deus providenciou o carneiro como substituto para Isaque. Abraão deu àquele lugar o nome "o Senhor proverá". Esta história apontava para a provisão de Deus dando o seu único Filho, Jesus Cristo, como sacrifício pelos pecados da humanidade.



publicado por ribeiro335 às 02:43
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Quinta-feira, 25 de Março de 2010
DAVI
DAVI VISÃO GERAL Davi foi o mais importante rei de Israel, escolhido por Deus quando ainda menino. Antes ele tocava harpa para o primeiro rei; depois derrotou o gigante Golias numa batalha com uma atiradeira e fé. Quando adulto, governou Israel e liderou seus soldados na conquista de muitas regiões. Compôs dezenas de poemas, chamados salmos, sobre sua fé em Deus e ajudou Israel a se fortalecer como nação. Mas ao longo de sua vida cometeu alguns pecados graves que causaram sofrimento à sua família. Mesmo assim, através deles Davi aprendeu sobre o perdão de Deus. O nome de sua mãe não é conhecido, mas sabemos que era o filho mais novo de Jessé, da linhagem de Judá. Seus avós foram Rute e Boaz. Nasceu em Belém, como Jesus, e a Bíblia o nomeia como um importante ascendente de Jesus. Bem novo ainda, cuidava das ovelhas de seu pai destemidamente. Enfrentava bravamente qualquer animal, mesmo leões e ursos, que atemorizasse as ovelhas, chegando a matá-los com cacetadas.Acreditava ter proteção divina quando lutava contra esses animais (I Samuel 17: 34-37). UNGIDO DE DEUS Deus pediu ao profeta Samuel para ungir um novo rei, pois Saul tinha entristecido o Seu coração. Deus enviou Samuel à casa de Jessé para escolher um dentre os seus filhos. O escolhido de Deus foi o menino Davi (I Samuel 16: 1-13), que foi ungido com óleo e daquele dia em diante o Espírito de Deus se apossou dele. Embora ungido rei, não começou logo a reinar. Deus o estava preparando. Davi era um excelente harpista e o som da harpa acalmava. Depois que o Espírito de Deus deixou Saul, ele começou a ter angústia mental, depressão e medo. Davi foi levado para o palácio para trabalhar como escudeiro e tocar melodias repousantes com sua harpa para o rei. Ali ele experimentou e aprendeu sobre as funções do rei. A DERROTA DE GOLIAS O exército de Israel estava acampado do lado oposto aos filisteus, nenhum dos dois queria lutar, mas ambos queriam vencer. Os filisteus apresentaram sua arma secreta: o gigante Golias, que desafiou os israelitas para uma batalha de campeões. Ninguém se atrevia a enfrentar o gigante. Davi ficou assombrado, mas estava muito indignado e zangado em saber que um gigante pagão desafiava o povo de Deus. Davi sabia que Deus daria a vitória a qualquer um que lutasse contra Golias com a ajuda de Deus. Então foi o que fez. Com sua atiradeira e uma só pedra acertou a fronte do gigante, matando-o (I Samuel 17: 12-58). A exaltação do povo ao seu feito provocou inveja no Rei Saul que tentou matá-lo. AMIGO DE JÔNATAS Ao mesmo tempo em que perdia a afeição de Saul, ganhava a de Jônatas, filho de Saul, que se tornou um de seus melhores amigos e que mais de uma vez o livrou de ser morto por seu pai. Jônatas sabia claramente que Davi era escolha de Deus para ser o próximo rei. O ALVO DE SAUL Temendo por sua vida, Davi foi ao encontro do profeta Samuel em Ramá, na casa dos profetas. Enquanto esteve lá, Saul fez várias tentativas de prendê-lo, mandando seus soldados e chegando mesmo a ir sozinho matá-lo. Mas o Espírito de Deus veio sobre eles e profetizaram durante toda a noite (I Samuel 19), impedindo que o plano de Saul se realizasse. Davi e Jônatas firmaram um pacto de proteção mútua, inclusive aos seus descendentes quando Davi se tornasse rei (I Samuel 20). Davi entendeu que Saul não tinha somente inveja dele; ele o odiava. Foi forçado a fugir para outras cidades, se esconder em cavernas, desertos, pedir refúgio a reis de outras terras (I Samuel 21; 22: 6-23). No entanto, por duas vezes Davi teve oportunidade de matar Saul, mas não o fez. Finalmente Saul desistiu de persegui-lo. Enquanto isso, os filisteus continuavam a atacar Israel em vários pontos, até que o exército de Saul foi derrotado pelos filisteus e os três filhos de Saul, incluindo Jônatas, foram mortos. Ferido gravemente e sem esperanças, Saul se matou. Esse episódio encerra o livro de I Samuel. DAVI - HOMEM, MARIDO E PAI Contrariando o que determinava a lei do Velho Testamento, Davi teve pelo menos oito esposas legítimas e muitos filhos. Depreende-se do relato bíblico que muitos de seus casamentos resultaram de alianças feitas com reis de nações vizinhas. Davi teve também um relacionamento ilícito com Bate-Seba, esposa de um de seus comandantes militares, no auge de seu reinado. Seu filho Salomão foi fruto desse relacionamento. Enquanto estava fora em batalhas, dentro de sua própria casa ocorriam problemas sérios. Em II Samuel 11 - 20 lemos sobre as intrigas na corte real, sobre os fracassos de Davi e as conseqüências desses fatos. O profeta Natã teve que confrontá-lo sobre sua conduta e Davi, reconhecendo a culpa, confessou seus pecados e pediu o perdão de Deus. Os Salmos 32 e 51 foram escritos sobre seu pecado, confissão e alegria pelo perdão. Não obstante esse perdão, Davi voltou a sofrer as conseqüências de seu estilo de vida. Como pai, Davi também enfrentou dificuldades sérias. Amom cometeu incesto. Absalão matou um irmão e teve que fugir para a terra de seus avós maternos. Mais tarde, reconciliou-se com o pai e em seguida usurpou-lhe o trono que teve que reagir para reavê-lo. Absalão morreu enquanto fugia de seu pai. DAVI REI Davi foi coroado rei em Judá, ao sul de Israel. Mas sua popularidade cresceu rapidamente. Durante suas andanças como fugitivo de Saul ele se tornou conhecido de muitos donos de terras e alguns lhe deviam favores por causa da proteção que lhes tinha proporcionado. Era também conhecido dos líderes da Filistéia e de Moabe, tendo morado um tempo em cada país. Esse conhecimento facilitou as negociações. Da Filistéia, Davi voltou para Hebrom onde foi escolhido rei pelos líderes de Judá. Entre as outras tribos reinava o caos e o resultado foi uma guerra civil da qual, depois de alguns acordos políticos e familiares e algumas emboscadas, Davi saiu vencedor, reinando sete anos sobre Judá e trinta e três sobre Israel. Com o governo sediado em Jerusalém, Davi começou a organizar a nação. Planejou construir um novo palácio e um templo para abrigar a "arca da aliança", o que não aconteceu pois Deus tinha outros planos, comunicados ao profeta Natã: o templo seria construído mais tarde por Salomão, filho de Davi. ESCRITOR DE SALMOS Os Salmos se constituem o livro mais conhecido da Bíblia. Além de serem hinos de adoração a Deus, expressam em palavras alguns dos mais angustiantes sentimentos com que nos deparamos. Têm inspirado poetas e escritores ao longo do tempo e continuam hoje a ser uma das porções bíblicas mais traduzidas. Davi escreveu cerca de setenta e três salmos e, ajudado por seu filho, coletou outros tantos mais tarde. Suas letras eram musicadas para serem usadas na adoração no templo. O trabalho de Davi deu a tônica para a adoração dos israelitas durante muitas gerações.


publicado por ribeiro335 às 18:25
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